domingo, 5 de fevereiro de 2012

Perfeito

Se todos os contos de amor fossem feitos
Para não ter defeitos
Que jeito tão bobo de amar.

E então fosse tudo tão novo e perfeito
Tudo assim, bem direito
Novela tão chata de olhar.

O amor não vem
Num potezinho de manteiga
O amor não tem
Nenhuma receitinha feita

É música solta no ar
E é porto seguro
Pra quem sabe ancorar.

Se o amor fosse sempre algo que faz sentido
Fosse sempre contido
Novela tão chata de olhar

E se todo amante for sempre bem lindo
Sempre bem resolvido
Que jeito tão bobo de amar...

(Voltei, Matheus! E ainda vem mais por aí. Saudade!)

segunda-feira, 21 de novembro de 2011

Ponto e trama.

Por que hoje é qualquer dia
Que faz sol,
Por que tudo que eu queria
Era um lençol

Cobrindo a gente
E nossos segredos
Na mesma cama.

De tudo aquilo sobre amor
Que eu não entendia,
E todo o resto sobre a dor
Que eu não sentia,

Que já não cabe
Só no meu peito
E se derrama.

E dividir é sempre tudo
Ou quase nada
Por ser seu mundo (Ou dentro dele)
Ser sua fada

Costuro os sonhos
E os segredos
Em nossa trama.




sexta-feira, 14 de outubro de 2011

Nouveau

Vem colhendo os ventos
Que empurram moinhos
E tiram o sono a desfazer silêncios,

Vem trazer os sussurros
Que iluminam noites
E param relógios que nos tiram tempo.

Muda a cor da tela,
Aumenta a janela,
Pinta tudo em volta
Cores de aquarela.





quinta-feira, 22 de setembro de 2011

Selo Antigo


Este selo me foi dado por Mao Punk já tem um tempo, mas eu nunca conseguia publicar...
Obrigada! Para ficar com ele eu preciso:
1- Contar 10 coisas sobre mim;
2- Dedicar para mais 10 blogs;
3- E avisá-los sobre a dedicação.


10 coisas:
1- Sou viciada em café;
2- Quando estou nervosa, com fome ou com medo, gaguejo, tremo e misturo informações;
3- Já escrevi milhões de coisas e apaguei porque achei ruim;
4- Quando a bebida realmente faz efeito em meu organismo, fico chata, sonolenta e monossilábica;
5- Adoro ir à praia e ao cinema sozinha;
6- Adoro banho frio;
7- Adoro comida japonesa;
8- Não mexa com meus amigos e minha família e você viverá bem por muitos e muitos anos;
9- Faça o contrário e consiga uma inimiga inescrupulosa por muitos e muitos anos;
10- Amo profundamente cozinhar e aprender mais sobre comida.

Dedicar a 10 blogs:
Os que eu mais gosto, que me inspiram e que eu leio seeempre que posso:
Vem cá Luísa... me dá tua mão
Versos Voadores
Pena e Poesia, por Luiz de Aquino
Borboletras no Quintal
Coisas Boas da Vida...
Farpas e Psicodelia
O Ouro da Miséria
In Pensados
Quié?!
Melodia Invertida

Já estão avisados...
Beijo.





sexta-feira, 16 de setembro de 2011

Este veio do meu Gênio Mateus Borba

1. Qual escritor(a) que mais te influencia?
Chico Buarque, CLarice Lispector, Florbela Espanca, Cora Coralina, Fernando Veríssimo, Pablo Neruda, Antoine de Saint-Exupèry, Maurice Druon e tantos e tantos e tantos que eu leio repetidas vezes...

2. Pretende escrever algum livro?
Gostaria. O que não passa de uma vontade louca.

3. Se sim, qual seriam o nome?
Sei ainda não.

4. Qual a história que gostaria de escrever?
De preferência que seja levezinha. E engraçada.

5. O que mais te inspira a escrever?
O que me cerca, o que eu persigo, o que eu consigo, o que me abandona.


E este selo vai para:
Melodia Invertida 
Fale com ela
Vem cá Luísa...me dá tua mão

sábado, 10 de setembro de 2011

L'homme auquel j'appartien

Então...
A alma logo se prende
À vontade de se perder
Nesses caminhos castanhos
E verdes do entardecer

E sem promessas gigantes
Sem noites de enlouquecer

Eu pertenci,
Nem me julguei
E nem fugi...

Fiquei no laço
Do seu abraço,
Adormeci...








Alors dernière l'amour

Qualquer rima boba
Que se arrume certo
Num papel pequeno
Que eu alcançasse.

Palavrinhas doces
Cores rutilantes
Lua cheia e grande
Mel, limão, conhaque.

Cheiro de perfume
Outro apelido
Toda novidade
Pequenina e bela

Tudo é encanto
Sério, verdadeiro
E enquanto dura
Clareia a janela.





Vem de onde.

A melodia
Da agonia certa
Canção de amor
Que nunca se acaba.

De rádio desligado
E porta aberta
De um nó perfeito
Que não se desata.

domingo, 28 de agosto de 2011

Hei.

Da primeira vez
Que fui "Amada"
Flores e corações
Lá na escada
E tudo mais,
Ele era um rei.

Numa outra vez
Eu fui beijada
Chocolates,
Balas
Ou cocadas
Tanto faz,
Eu gostarei.

Então, se desta vez
Me traz em casa,
Um bilhete,
Um cravo,
Ou quase nada,
E nada mais...
Eu amarei.



quarta-feira, 27 de julho de 2011

A jura.

A jura fica no presente,
Se agarra ao tempo
Cheia de palavras.

Se mostra sempre apaixonada,
É sempre sedutora,
Viva, verdadeira.

E num primeiro olhar é linda,
E não existe medo
Que lhe apague o brilho.

Até que se tropeça em vírgulas,
Travessões e pontos
Ou se acaba a tinta.

quarta-feira, 13 de julho de 2011

Criar

Isso que me move
Que me leva
E carrega minha vontade de escrever
Isso que me acolhe
Me aperta
Cresce e aumenta mais o meu querer
Tem um só caminho de saída
E um milhão de sonhos desiguais...
Vai virar palavra escrita e lida
Expressão de tudo que me apraz.

quinta-feira, 7 de julho de 2011

peut-être

Tudo que não tem sentido,
Tudo que é colorido,
É sempre muito mais real.

Quando não tiver jeito,
Quando então pesar no peito,
Nada vai ficar igual.

sábado, 2 de julho de 2011

De novo.

E quando finda a noite
Tudo se acomoda
Como Bossa Nova
E copo de cerveja.

E quando tudo volta
E é tudo mais bonito
É como o infinito
No olhar de surpresa.

Outra coisa

Essas coisas que desandam
Ou que andam de outro jeito,
Tem sempre quem se encontra
Pra perder.
Desses dias que clareiam
De umas noites sem efeito
Sempre tem uma coisa ou outra
Pra entender.
E de tudo que se perde
Desse mundo que se entende
Nada fica no caminho
De quem vem.
E de qualquer outra coisa
Que andasse de outro jeito
O que resta é tudo aquilo
Que faz bem.

quarta-feira, 29 de junho de 2011

Vontade.

O que há pra ser dito


É finito;


Nem mesmo cabe


Um vão do sentir.




E o que vai dentro


É tormento;


É uma angústia


Que nem cabe em si.




Essa busca de todo desejo


Descrito num beijo


Em qualquer papel


É o início de todo lampejo


Que vem com sobejo,

Com mel e com fel.

domingo, 5 de junho de 2011

Baêa, Baêa, minha vida...

E eu me dou
Em seu terreno.
Meu coração
Se enfurece
E vibra, se dói,
Vai cantando
O hino de amor
Que te embala.
E mesmo se o fim
É tão triste
Que não cabe
Em copo nenhum
De novo eu vibro
Seu nome
E grito,
E visto a camisa
E volto.
Ignoro outro som
Que não seja
Teu Hino.
Eu te amo,
Te amo,
Tricolor.

Efêmera

Tudo que é leve
E se espalha no ar
Encantando,

Vai embora alegre,
Sem se desculpar,
Magoando.

É tudo que muda
No jeito
E muda com efeito
Sem nada deixar.

É toda conversa
Omitida
Promessa esquecida
Que não vai vingar.

sexta-feira, 3 de junho de 2011

Meilleur Sommeil

Vou dormir no seu porto
Outra vez
Por aqui, meu cansaço
Se acaba.

Quero a paz do seu rosto
Outra vez
Pro seu corpo o cansaço
Me arrasta.

Cais da praia

A agonia é recado,
É um aperto...
É sinal de que tudo
Se move.

Sem controle,
Meu leme embalado
Leva um barco
No mar dos seus olhos.

E o destino,
Que é desconhecido,
Vem em sonho
E derrama sussurros:

"Te dou sonhos na mão
Pra viver.
Saia do mar.
Tome aquele porto."

terça-feira, 31 de maio de 2011

E é, é?

Nessa hora de dizer
O que se sente
Ah, eu menti pro coração
Não se doer.

Devia sempre só sentir
O que se sente
E você ler meu coração
Pra eu não dizer.