domingo, 27 de julho de 2008

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Só queria que fosse mais fácil partir
E deixar que tudo acabasse
Podia até não saber onde ir
Mas deixaria que o vento soprasse...

Já me levantei, já tentei fugir
Mas temo estar no caminho errado
Assim, toda vez que vou me despedir
Eu acabo sempre caindo em seus braços

Você foi meu sol por mais de um verão
Era minha vela no escurecer
E eu fui sincera em cada canção
Mas já não quero compor pra você...

quarta-feira, 23 de julho de 2008

Pra terminar ainda...

Não me ensinaram a remar
Meu barco navega ao sabor do mar
Só uso as velas se preciso chegar
Só paro no porto onde quero ancorar

Mas, se você chegar sereno
Com esse seu andar moreno
Me abraçar assim, ameno...
Te deixo embarcar, Pequeno

terça-feira, 15 de julho de 2008

Me ajude...

Como pode ser assim
Se é a sua voz que me embarga a alma
Se somente um gesto seu já me acalma
Como posso te querer longe de mim?
Se suas mãos conhecem todos meus mistérios
Se pra seus sussurros não tenho mais remédio
Como posso te querer longe de mim?
Se é por ver o seu sorriso que anseio
Se só consigo adormecer em teu seio
Como posso te querer longe de mim?
Se não faço idéia de onde foi que erramos
Se não sei por qual erro é que pagamos
Como posso te querer longe de mim?

Atendendo ao teu pedido.

Deixo...
Que escrevas meu enredo,
Que enchas de segredos minha história
Que me deixes leve, louca, sem memória...
E mesmo sem um pingo de sentido
Viro personagem em tua narrativa
Uso todos os meus lápis coloridos
E dou uma nova cor à tua vida...

segunda-feira, 14 de julho de 2008

Menino

Não me pergunte, menino
O que é que eu fiz de mim
Já lhe falei que o destino
É assim, é assim
Quando você se achegou
Tudo era de uma beleza...
A vida nos apartou
E a tristeza, a tristeza...
Se aboletou
Dentro do meu peito
Me senti tão só
'Cê não me explicou
O que aconteceu direito
Tô de fazer dó...
A sua voz 'inda ecoa
Dentro de minha cabeça
E a saudade não deixa
Que eu lhe esqueça.

Um, dois...

Era tanto assim
Assim, tão perfeito
Sabia um amor...
Já não sei direito
Eu não o inventei
Inventei o não ver
Que acabaria
Sem eu perceber
O amor não se foi
Se foi de verdade
O vento mudou
Já não sopra saudades
Era só um
Um que já são dois
Colorido no início
Preto e branco depois...

Sei lá, sambinha?

Que ingrata mentirosa
Essa tinta se torna
Quando tenta
Descrever o corpo teu
As palavras
Quando escritas num papel, Dona,
Apagam a luz que a tua nudez acendeu
Em suas curvas passeio
Meus olhos que já não são mais meus
E nesse meu devaneio
Vou cheio de dedos tocar um mundo seu

Musicando essa

Sozinho
Conto segredos ao vento
Hoje sou estrela só
Mas já fui seu universo inteiro...
Continuo
Tateando no escuro
Já não tenho sua mão
Novamente vou andar sozinho
Nossos caminhos já não são mais um
E eu não vou me prender a sonho algum
Se tem que ser assim, aperte minha mão
Já tenho de volta o meu coração
Não vamos mais nos machucar
A vida vai nos curar
Se já não dá, vamos embora
Nós já tivemos nossa história
Depois de um tempo você vai ver
Vamos conseguir esquecer
Se chegou ao fim
Foi por que tudo mudou
Fomos um sonho bom
Que acabou...

sábado, 12 de julho de 2008

Saiba, meu bem

Saiba, meu bem, que seu cheiro
Ainda não saiu da ponta dos meus dedos
Ainda sinto os fios dos seus cabelos
Correndo em minhas mãos...
Saiba, meu bem, não te esqueço
Ainda vejo o seu sorriso puro
Ainda ouço aqueles seus sussurros
Por isso fiz essa canção...
Saiba que eu quero tudo de novo
Que não me canso de cair no seu jogo
Que a sua dança é um caminho sem volta
E que eu queria era bater na sua porta
Saiba que eu volto no tempo, meu bem
Toda vez que esse seu perfume vem
Toda vez que esse seu perfume vem...

Do vento e do mar

Era de tarde e o meu vento
Durante um breve momento
Soprou no seu mar...
E eu que voava e dançava
Caí como fada sem asa...
Lá ia eu, me afogar...
Agora que já me afoguei,
Já fiz de você o meu rei,
Queria muito me salvar...

quarta-feira, 9 de julho de 2008

Ó,

Pare de porquês
Veja bem você
Tudo vai além
Do que cabe no entender.
Não problematize
E nem vulgarize
Nada é tão sucinto
Quanto possa parecer.
Então, deixe estar
Pare de achar
O que existe aqui
Vai pra lá do pensar.

...

É uma impiedosa
Essa dor horrorosa
Que às vezes, à noite,
Vem me assombrar.
Ela chega ardilosa
E se faz gloriosa
E com seu açoite
Vem meu peito cortar.
Um buraco sem fundo
Que engole o meu mundo
Ocupando os espaços
Sem se intimidar.
Coração vagabundo
Não espera um segundo
E à saudade e seus laços
Vai se entregar.

Euzinha.

Só porque eu não sei
Não vá pensar que não dei atenção
Só porque já pequei
Não quer dizer que sou sempre o vilão
É que sou de matéria que você não conhece
E quando pensa que me sabe, esquece.
Se não tem peito nem garra,
Sem marra,
Na boa,
Me esquece.