quinta-feira, 28 de agosto de 2008

Venha.

Seja chuva prateada
Caindo em cada pétala de flor
Chegue com beijos roubados
E corpo molhado
Seja profundo torpor
E venha logo
Que tenho pressa
Fiz até promessa
Pra que não demore...
Venha enquanto ainda é tempo
Por que depois desse momento
Meu interesse morre...

terça-feira, 26 de agosto de 2008

"*****"

Você tem alguma coisa que
Se eu pudesse explicar não seria
Nada de muito importante

Das palavras que eu já conheci
Nenhuma delas poderia
Descrever isso que lhe é tão constante

Tem a paz do amanhecer
O cheiro bom da maresia
E a luz da lua brilhante

Esse seu não-sei-o-quê
Que eu jamais explicaria
Se vai, e tudo vira noite
Quando chega, é de novo dia.

segunda-feira, 25 de agosto de 2008

Um você

Eu quero um você pra mim
Como eu sempre imaginei
Tenha asas de um Querubim
E uma pesada coroa de Rei.

Me dê loucas madrugadas
E em seus braços me proteja
Que me chame "minha fada"
E em meu colo adormeça.

Que se eu cair me diga
Como é que se levanta
Que goste de música antiga
Que me conduza na dança.

Se eu achar esse você
E ele for como eu sonhei
Nem sei o que vou fazer...
Acho que enlouquecerei.

sábado, 23 de agosto de 2008

Namorada de Fininho.

É o mesmo que o sol da manhã não nascer
Se acaso no mundo existir um só ser
Que não queira na vida alguém como você
Como é que pode alguém não querer
Sentir seu calor quando anoitecer
Te ver despertar quando amanhecer
Quem são neste mundo não iria gostar
De ter o seu colo pra poder deitar
E esse seu cabelo poder afagar
Existe algum jeito de te ver passar
E ficar imune ao seu caminhar
Sentir seu perfume e não te procurar?
Tem de haver um jeito pra eu me curar
Da dor e alegria de te esperar
Da sensação doida, desse palpitar...

quinta-feira, 21 de agosto de 2008

Nóis

Ocê percura n'eu
Coisa que já se acabô
Daquelas frô que ocê me deu
Num teve uma que num secô
Pra nóis as coisa num andaro
Do jeito que nóis pensô
Os presente que ocê me deu, se estragaro
Os biiete que te fiz, ocê amassô.

SSsssssiiiiiiiii...................

Há tempos as borboletas haviam deixado meu estômago.
Mas então você chegou e já era tarde.
Veio sem promessas e sem pedidos,
E com o cheiro de um imenso jardim
E trouxe dentro dos braços
Tantas borboletas quantas cabem numa primavera.

Eis- me

Aqui dentro andam todas as dúvidas
Sou um grande desequilíbrio, às vezes razão
Minha cabeça de pedra é dura
Às vezes músculo involuntário, outras, coração

Meus amores são intensos e profundos
Mas se nutrem de frágeis e belas paixões
Tenho vontades que não cabem num mundo
Sou solidão e silêncio, ou som de mil violões.

O que vai nos meus olhos não se advinha
Cada passo meu é um novo caminho
Deixo de andar sobre as pedras que já sei sozinha
Pra ver a nova trilha de belas flores, cheias de espinhos.

quarta-feira, 13 de agosto de 2008

Brenda

Não quero receber flores
Eu quero um jardim

Não quero anjos de porcelana
Quero mil querubins

Não quero caixa de chocolate
Quero a KFShweiz pra mim

Se não vai me dar,
Vá embora
Eu só aceito se for assim
Não vou esperar
Quero agora
Se não foi você, alguém traz pra mim.