terça-feira, 31 de maio de 2011

E é, é?

Nessa hora de dizer
O que se sente
Ah, eu menti pro coração
Não se doer.

Devia sempre só sentir
O que se sente
E você ler meu coração
Pra eu não dizer.

sábado, 21 de maio de 2011

Fado

Esse jogo bobo...


E a conversa velha:


Falas decoradas


De novela antiga.




Os silêncios juntos


Emudecem tudo.


Toques arredios


De quem não 'está'.




Nem dançar bolero


Esquenta este lastro


Que está fadado


A se acabar.

Nem o "sim" sincero

Remedia o fado

Que toca embalado

Para se negar.

Ce qui disparaît

Caso eu precisasse,
Faria chover
E se eu quisesse,
Viria me ver.

Isso que dizem que é fogo
E que se acende novo
Toda vez que o corpo quer

Isso eu já tive de sobra
Já tenho minhas histórias
Pra fazer um composé

Queria mais do que chama,
Saber se a alma reclama
A ausência, a falta do calor.

Queria mais do que um vício,
Que a intensidade do início
Tivesse sempre nova cor.

terça-feira, 17 de maio de 2011

Presentes Caros

Um chá de planta,
Gotas de chuva,
Suco de uva
Pra te agradar.

Bordado em lenço
Teu nome em rosa
Uma coisa nova
Pra te mimar.

Qualquer presente,
Eu sorridente
Num fim de dia
Pra te buscar.

domingo, 15 de maio de 2011

Batatinha

E se eu for mergulhar,
Não me pare
Que eu só vou
Se alguém consentir.

Mas se eu for cair,
Me detenha
Eu não caio
Se não permitir.

Eu espero
Que toda palavra
Entre nós
Seja entrega,
E que nenhum medo
Na voz
Seja regra,
Seguro sua mão
Se quiser.

Que seja sincero
Este gosto.
O que encarcero
No rosto,
Você pode ler.

Se não for durar,
Que besteira.

De qualquer maneira,
Tudo sempre vai valer.


: D
(Ténquiu, Potato, por ser meu amigo.)

Leve

Livre de mim,
Passeio.
Em qualquer lugar comum,
Meu navio pirata flutua
No fundo do meu copo de rum,
Eu só vejo a imagem da Lua.

sexta-feira, 13 de maio de 2011

Qualquer coisa.

Quando a vontade vier


Qualquer coisa que der


Tem que dar pra fazer.


Toda coisa que der


Qualquer vontade que vier


Tudo tem que caber.

domingo, 8 de maio de 2011

Xô!

Vou escrever você
Na areia
Pra a onda levar...
Leva onda, leva.
Não é hora
De me molhar.

Solar

Ah,
Nenhum sol que brilha
Me ilumina mais...
Sorria,
Que é uma maravilha
E apaga meus "ais".
É franco, é forte
É sempre meu norte
Sinto falta de você.
Solar, colorida,
De luz revestida
Venha me aquecer.

sábado, 7 de maio de 2011

Conversa.

Nada a dizer,
Fale com as mãos em mim.
Deslize os dedos
Em exclamações (sussurradas),
Pele reticentemente arrepiada.
Interrogando tudo o que esquenta,
Beijos úmidos entre parênteses
Pontuam diálogos animados.
Então assuntos que não se acabam
Povoam falas permissivas, submissas,
Movimentadas, escorregadias.
E há sempre ponto de continuação.

Asas

Pra eu saber a sensação de pousar,
Me pouse em seu peito...
E me mande voar.

quarta-feira, 4 de maio de 2011

Mãe,

Tudo aquilo que vem de mim
Sempre tem coisa sua...
E eu sinto
Que é sempre melhor
Parecer com você.

E quando o dia é tão ruim,
Faça sol, seja lua,
Eu sinto
Que ouvir sua voz
É melhor pra viver.

Tenho seu colo
E seu abraço
É o laço
Que me une a você.
E se eu choro
Seca meu rosto
E ouço
"Eu amo você."