quarta-feira, 29 de junho de 2011

Vontade.

O que há pra ser dito


É finito;


Nem mesmo cabe


Um vão do sentir.




E o que vai dentro


É tormento;


É uma angústia


Que nem cabe em si.




Essa busca de todo desejo


Descrito num beijo


Em qualquer papel


É o início de todo lampejo


Que vem com sobejo,

Com mel e com fel.

domingo, 5 de junho de 2011

Baêa, Baêa, minha vida...

E eu me dou
Em seu terreno.
Meu coração
Se enfurece
E vibra, se dói,
Vai cantando
O hino de amor
Que te embala.
E mesmo se o fim
É tão triste
Que não cabe
Em copo nenhum
De novo eu vibro
Seu nome
E grito,
E visto a camisa
E volto.
Ignoro outro som
Que não seja
Teu Hino.
Eu te amo,
Te amo,
Tricolor.

Efêmera

Tudo que é leve
E se espalha no ar
Encantando,

Vai embora alegre,
Sem se desculpar,
Magoando.

É tudo que muda
No jeito
E muda com efeito
Sem nada deixar.

É toda conversa
Omitida
Promessa esquecida
Que não vai vingar.

sexta-feira, 3 de junho de 2011

Meilleur Sommeil

Vou dormir no seu porto
Outra vez
Por aqui, meu cansaço
Se acaba.

Quero a paz do seu rosto
Outra vez
Pro seu corpo o cansaço
Me arrasta.

Cais da praia

A agonia é recado,
É um aperto...
É sinal de que tudo
Se move.

Sem controle,
Meu leme embalado
Leva um barco
No mar dos seus olhos.

E o destino,
Que é desconhecido,
Vem em sonho
E derrama sussurros:

"Te dou sonhos na mão
Pra viver.
Saia do mar.
Tome aquele porto."