quarta-feira, 27 de julho de 2011

A jura.

A jura fica no presente,
Se agarra ao tempo
Cheia de palavras.

Se mostra sempre apaixonada,
É sempre sedutora,
Viva, verdadeira.

E num primeiro olhar é linda,
E não existe medo
Que lhe apague o brilho.

Até que se tropeça em vírgulas,
Travessões e pontos
Ou se acaba a tinta.

quarta-feira, 13 de julho de 2011

Criar

Isso que me move
Que me leva
E carrega minha vontade de escrever
Isso que me acolhe
Me aperta
Cresce e aumenta mais o meu querer
Tem um só caminho de saída
E um milhão de sonhos desiguais...
Vai virar palavra escrita e lida
Expressão de tudo que me apraz.

quinta-feira, 7 de julho de 2011

peut-être

Tudo que não tem sentido,
Tudo que é colorido,
É sempre muito mais real.

Quando não tiver jeito,
Quando então pesar no peito,
Nada vai ficar igual.

sábado, 2 de julho de 2011

De novo.

E quando finda a noite
Tudo se acomoda
Como Bossa Nova
E copo de cerveja.

E quando tudo volta
E é tudo mais bonito
É como o infinito
No olhar de surpresa.

Outra coisa

Essas coisas que desandam
Ou que andam de outro jeito,
Tem sempre quem se encontra
Pra perder.
Desses dias que clareiam
De umas noites sem efeito
Sempre tem uma coisa ou outra
Pra entender.
E de tudo que se perde
Desse mundo que se entende
Nada fica no caminho
De quem vem.
E de qualquer outra coisa
Que andasse de outro jeito
O que resta é tudo aquilo
Que faz bem.