domingo, 5 de fevereiro de 2012

Perfeito

Se todos os contos de amor fossem feitos
Para não ter defeitos
Que jeito tão bobo de amar.

E então fosse tudo tão novo e perfeito
Tudo assim, bem direito
Novela tão chata de olhar.

O amor não vem
Num potezinho de manteiga
O amor não tem
Nenhuma receitinha feita

É música solta no ar
E é porto seguro
Pra quem sabe ancorar.

Se o amor fosse sempre algo que faz sentido
Fosse sempre contido
Novela tão chata de olhar

E se todo amante for sempre bem lindo
Sempre bem resolvido
Que jeito tão bobo de amar...

(Voltei, Matheus! E ainda vem mais por aí. Saudade!)