quinta-feira, 30 de outubro de 2014

Traduzindo música de brega

Aprendendo dança nova em cabaré
Dando passos que se passam sem amor
Vai olhando para ver como é que é:
O que era laço se desfaz em vão torpor.

Não se queixe que as queixas são blasé
Que o que muda já não brilha como antes
São essas coisas, já mudadas de porquês
Que dão à vida o que a leva adiante.

Se prenda ao novo sem culpar o que é antigo
Se entenda diferenciado e especial
Se mostre ao velho como um excelente amigo
Se dê ao novo a esperar o que é fatal.  

quinta-feira, 23 de outubro de 2014

Mancha

E que se voltem os pés para a saída
Porque a luz do sol já se acaba
E assim, criando novas despedidas,
A prova de amor foi maculada.

Chama

Quando coloria tudo e cintilava leve
Quando a chama breve estava acesa
A vida dividida era mais do que sublime....
E que se incline o olhar sobre as certezas:
Que talvez nada resista a uma tristeza
Que pode ser que tudo seja um devaneio
Que quase é muito certo que aconteça
Que algum amor se acabe em desespero.

Nós

Dançar ciranda de rodar sozinho
Andar sem par aqui pelo caminho
Ver um monte de colos e ouvidos sós
Ser um bando de dores, bocados de nós.

quinta-feira, 9 de outubro de 2014

Quando alguém que me deixará
E me fará morrer de dor
Numa noite de silêncio nu
Se levanta cego,

Eu não sei bem o que fará
E se ainda sentirá amor
Ou se será o céu azul
Que tanto espero

Depois de uma noite de silêncio nu.